Quarta-feira, Abril 04, 2012

Dois lados da mesma Viagem.

Deixar alguém num Aeroporto é feio. Quase como uma careta horrenda que nos assusta ou que nos faz ter medo do escuro. E ter medo do escuro é ter medo do ser sozinho. É dar asas a quem se quer prender porque a proximidade sabe sempre a bom. Próximo da pele dos abraços, da música das vozes e dos copos sujos. Copos que só se valorizam e amam quando ficam vazios. Um misto de emoções que assalta à mão armada o nosso lado mais duro e consciente. Deixar alguém num Aeroporto é feio. 
E eu vou ter saudades tuas. E dos copos sujos.

Quarta-feira, Março 14, 2012

A Voz.

Algumas histórias contadas neste blogue. Outras do antigo. Todas faladas por mim. Diz que a Voz é o meu instrumento de trabalho e a escrita é um escape quando o silêncio é mais forte. Desta vez, esqueci o silêncio. Num click. Aqui:

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012

Jazzy_Thing

O lado jazzy do Amor está entre copos de vinho bebidos às três especiais pancadas e entrelaçares de ideias mudas, faladas, discutidas e expostas. A musicalidade dos sentimentos e da força para avançar em mais um copo ou em mais uma luta travada a dois pelo futuro. Agridoce, mordido e dramático qb. sabor a madeira envelhecida, tez vermelha, robustez sem dúvida. E bebemos/nos mais um pouco. Sempre mais um pouco.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012

Ao menos que...

É nos momentos mais penosos que se encontram as maiores forças. As maiores genicas e as grandes verdades da vontade. Acreditar até ao desfecho está-nos no sangue e no corpo que se arrasta para fora do quente da cama todos os dias. Existe mais em nós do que o cansaço, do que o desânimo, do que a fraqueza. E é como se o ouvisse em repeat cada vez que o peso da cabeça se torna leve na almofada: 
"Já que estás a sofrer.. ao menos que ganhes o prémio no fim.". 

Terça-feira, Janeiro 24, 2012

You can't put your arms around a memory.

Já odeio a pergunta mal adivinho que a teimam fazer. "O que aconteceu?". "Só ouvi silêncio". "Só ouvi ruído.". A pergunta é tão odiada quanto o que sinto por quem causou todo o silêncio e todo o ruído. Destruir sonhos está na moda e parece que é divertido. Afinal, quem se fode é o peixe-miúdo e o tubarão não se rala. Calar quem gosta do que faz, desligar botões do amor que se sente, da camisola que se veste é bonito. Fica bem na moldura, na prateleira dos troféus de quem os acumula por dá cá aquela palha. E, enquanto isso, a espera de que o barulho, as luzes e os botões voltem. Mais uma vez. Porque, na verdade, por mais que a pisadela seja feita para matar, a minha vontade permanece. Eu gosto de trabalhar. Gosto do meu mundinho criado à volta de sons. Chamem-me masoquista. Não me chateia. Chateia-me, sim, terem-me calado a voz. 

"O que aconteceu?". "Só ouvi silêncio". "Só ouvi ruído."

Aconteceu que o Mundo está virado do avesso e enrolado num canto.

Quarta-feira, Janeiro 04, 2012

Conto Piadas nos Minutos Livres.

Não entendo o sururu todo à volta do Sr. Pingo Doce. 
Só fez aquilo que o Sr. Primeiro Ministro aconselhou. 


Está bem que não é professor.. mas está a ensinar-nos como fazer.

Conto Piadas nos Minutos Livres.

A única coisa que a Holanda fez foi dizer:


"Pingo Doce Venha Cá". 
E ele foi.

Terça-feira, Janeiro 03, 2012

Conselhos de Meia Tigela.

Acredita no Amor de um homem que, 15 minutos volvidos após teres acordado (onde envergas um robe, cabelo apanhado e óculos enfiados na cara) te diga na cozinha:


- Estás mesmo com cara de acordar, que feia!


...mas que depois te diz que já não consegue dormir sem ti uma noite que seja.

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

A Montanha Mágica.

A minha Lisboa vai ser palco, mais uma vez, de um Senhor. Mais uma vez, sendo a minha primeira. De todas as vezes em que não pude assistir a tamanha doçura em jeito de música, o arrependimento e a carteira mataram-me de maneira vil. Sábado que vem há uma Montanha Mágica para vasculhar, ouvir de olhos fechados e mãos dadas. Há um rio nosso mesmo ao lado.  Há um Rodrigo Leão português que só se pode aplaudir de pé. 

Quinta-feira, Novembro 17, 2011

"Lisboa com suas casas de várias cores"

Mudei mesmo o rumo ao meu blogue. Durante quase seis anos da minha vida, existiu um Feitiço. Apeteceu-me quebrá-lo. Apeteceu-me que, cheio de apetites, o meu canto se tornasse mais Lisboa, mais meu. Mais canto sujo, mais paredes pintadas, mais calçada portuguesa pisada.

Olá, Maria Lisboa, estás boa?

Quarta-feira, Novembro 16, 2011

Dos apetites.

Apetecia-me ir ali a Barcelona ver as Artes, num pulinho. Também me apetecia espreitar Paris de soslaio, mas a ideia de sair de casa e aventurar-me nas lides das rendas atormenta-me a alma e a carteira. vazia, vazia. Apetecia-me mudar o rumo deste blogue, parar de escrever sobre sentimentos porque, esses, já os tenho a todos no sítio certo do canto da minha pessoa. Apetecia-me jantar Pizza e beber cerveja pelo gargalo da garrafa dentro do carro com vista para a Ponte e para o rio Tejo mas, isso, já o fiz a semana passada. Apetecia-me era mais. Também me apetece inventar receitas, conquistar pelo estômago e ser dona de casa com pinta. Apetecia-me uma cozinha grande, chão negro, móveis em madeira, pedra mármore escura, mesa grande no meio, cadeiras para dois. Apetecia-me começar a escrever um livro mas as cabras das histórias nunca arrancam à velocidade certa. Apeteciam-me projectos novos, ideias novas e meter-me noutro mundo que não o meu, o do conforto. Já não me apetece o conforto. Apetece-me sentir o apetite por uma carreira que me passou ao lado mas que sempre me piscou o olho. Apetece-me vinho tinto, copo largo, para respirar. Apetece-me o Mundo inteiro e eu sem sair do lugar.